(...) e ela não aguentava mais de tanta dor.
Por mais infantil que pudesse ser ou parecer, ela precisava externar essa acetosa sensação.
E foi exatamente isso o que ela fez.
Pôs de lado todo o orgulho e simplesmente chorou, seu doce sorriso se transformou, inicialmente, em um olhar distante e dissonante com o mundo e em alguns instantes, esse olhar não conseguiu deter as lágrimas amargas e secas.
Ele nada podia fazer pra ajudá-la. Mas, ainda assim, fez...
Deitou a cabeça dela em seu peito, utilizou todo o veludo que revestia a pele de sua mão, de sua alma e de seu coração e, simplesmente, a acariciou, a acalmou e lhe disse algumas singelas palavras - que representavam tudo o que ela queria e precisava ouvir:
"- Eu cuido de você. (...) Não vou pra lugar nenhum se você não for comigo. (...) Apenas feche os olhos. (...) Respire. (...) Chore, se quiser. (...) Eu 'tou aqui. COM VOCÊ! (...)"
E, repentinamente, o rio de lágrimas transformou-se nas melhores lembranças que eles tinham e tudo pareceu tão pouco em vista da imensidão de seu amor que eles apenas...
se amaram.

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