lágrimas jorram pela minha face escandalizada
sinto a tornozeleira se partir em duas
e me pergunto se não é nossa história se esvaindo
simbolizada por uma tornozeleira.
essa que não mais existe,
como nós! (?)
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
aleatoriedade...
nada na vida é aleatório,
nada o que acontece, acontece por acaso...
sabe aquela flor que te fez voltar pra cheirá-la?
pois bem... ela, definitivamente, mudou algo em tua vida.
mas tem algo que é o antônimo de aleatoriedade,
e é sobre isso que eu quero falar hoje
e esse algo, chama-se MULHER!!!
(Sim, em caixa alta e com TRÊS exclamações!)
não pense NUNCA que qualquer coisa proveniente de uma mulher é aleatório,
mulheres medem as palavras antes mesmo de saber que elas podem surgir,
elas têm a mania de fazer mentalmente as conversas que querem ter
com uma antecedência de, no mínimo, um mês...
os papéis que caem perto de você da mão dela não são coincidências
as citações cada vez mais frequentes de seus autores favoritos não são coincidências
as conversas 'espontâneas' pela internet não são coincidências
as lembranças do passado conjunto não são coincidências
não seja bobo,
ou melhor,
se faça de bobo apenas quando necessário,
pois mulheres sabem exatamente o que querem.
e se o alvo dela é você,
é melhor tomar cuidado.
pois uma mulher só desiste de conseguir algo que quer,
quando consegue tê-lo!
portanto, tome sua decisão antes que ela tome a dela!
- é só uma dica!
nada o que acontece, acontece por acaso...
sabe aquela flor que te fez voltar pra cheirá-la?
pois bem... ela, definitivamente, mudou algo em tua vida.
mas tem algo que é o antônimo de aleatoriedade,
e é sobre isso que eu quero falar hoje
e esse algo, chama-se MULHER!!!
(Sim, em caixa alta e com TRÊS exclamações!)
não pense NUNCA que qualquer coisa proveniente de uma mulher é aleatório,
mulheres medem as palavras antes mesmo de saber que elas podem surgir,
elas têm a mania de fazer mentalmente as conversas que querem ter
com uma antecedência de, no mínimo, um mês...
os papéis que caem perto de você da mão dela não são coincidências
as citações cada vez mais frequentes de seus autores favoritos não são coincidências
as conversas 'espontâneas' pela internet não são coincidências
as lembranças do passado conjunto não são coincidências
não seja bobo,
ou melhor,
se faça de bobo apenas quando necessário,
pois mulheres sabem exatamente o que querem.
e se o alvo dela é você,
é melhor tomar cuidado.
pois uma mulher só desiste de conseguir algo que quer,
quando consegue tê-lo!
portanto, tome sua decisão antes que ela tome a dela!
- é só uma dica!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Quem ama, ama e ponto final.
Agora eu entendo que quem ama não espera. Não porque não quer, mas porque não consegue! Não por orgullho, mas por agonia! Não por impaciencia, mas pela dor que aperta o peito, deixando ele pequeniniiiiiiiinho que chega a dar dó! Quem ama não espera, por que esperar na incerteza pelo outro, é como estar amarrado de cabeça para baixo em um tronco de coqueiro, debaixo de um toró. E é ainda pior. Quem ama também não consegue ficar com raiva por muito tempo. Por maior que seja a besteira que o amado fez, o amante sempre desculpa. Sabe aquela historinha de que quem ama vê sempre o melhor no outro? Deve ser por causa disso. Quem ama desculpa logo e quer tá logo com o seu amor. Quem ama, ama. Simplesmente ama e é só. Ponto final.
"E eu não vou esperar mesmo não, sabe porque? Por que esse tal amor que o personagem finge que sente, amor dessa qualidade que tem paciência até pra esperar entre um anuncio e outro, pra somente no "voltamos a apresentar" concluir o que tinha fingido que tinha começado, esse tal amor, é somente amor de ficção, e é muito diferente desse negocio aqui que eu sinto, esse negocio de doido que eu não encontro o nome e nenhuma das palavras existentes e que num tem som e nem letra escrita que explique como ele é exagerado."
A Máquina - O amor é o combustível.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Caio - again.
"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia – eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como – eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto – preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio – tão cansado, tão causado – qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios – que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não -solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã."
— Caio Fernando Abreu
Eu prometo..
Por Maria Rita Angeiras
Você é um luxo ao qual eu não posso e nem quero me dar mais. Você passeia entre as suas certezas de homem e suas decisões de menino com uma frequência tão alta que meu pulmão revive em poucos segundos todas as dores que já acometeram o meu corpo e que eu te pedi tanto para você não me causar. Mas esses meus pedidos desesperados e honestos se perderam nesse grande buraco negro que você tem no coração, disfarçado nas suas palavras escolhidas a dedo e no seu discurso absolutamente irreparável, comparado a muitos outros que eu conheci. Você quer colo. Você quer ser amado. Você quer voltar pra alguém no final do dia. Você quer fazer esses programas que casais fazem aos domingos. Mas você não sabe como porque você não sabe dar colo, você não sabe amar, você não sabe voltar pra alguém no final do dia e você não faz a menor ideia do que os casais fazem aos domingos. Você está perdido na sua vontade de amar na teoria e na sua falta de talento para amar na prática. E quem sou eu para te ensinar? Eu não consigo conciliar minha vontade de ter colo com minha falta de tempo para dar colo. Eu não sei amar alguém com esse jogo que todo mundo se profissionalizou em jogar, menos eu. Eu não quero voltar pra qualquer um no final do dia, só pra dizer pra todo mundo que eu tenho pra quem voltar. Eu não me interesso muito pelos programas de domingo dos casais porque eu adoro meus próprios programas de domingo, fazer o quê. E, por fim, eu não sei amar com saúde, coisa que resulta em muita poesia e dor no peito quando respiro bem fundo. Mas, ao contrário de você, eu não te prometi nada. E, pra corrigir esse erro, eu vou te fazer sim uma promessa. Prometo que, daqui pra frente, quando a gente se cruzar de novo, eu vou ser uma tremenda de uma filha da puta com você, que é o que você merece.
solidão...
e desde agora, eu já me sinto tão sozinha...
eu já me sinto como se tudo que tivesse sido construído se partisse em zilhões de pedaços.
e custa tanto achar-te em cada um deles.
não que eu queira ou vá desistir, mas a viagem é longa.
eu me basto, você se basta, nós nos bastamos...
juntos ou separados.
enquanto você estiver aqui, dentro de mim, ainda haverá forças pra lutar..
e pra te reencontrar...
e te apaixonar...
de novo, de novo e de novo.
enquanto isso, trilho meu caminho...
sozinha.
à tua espera.
novamente e sempre.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Cuida de mim...
(...) e ela não aguentava mais de tanta dor.
Por mais infantil que pudesse ser ou parecer, ela precisava externar essa acetosa sensação.
E foi exatamente isso o que ela fez.
Pôs de lado todo o orgulho e simplesmente chorou, seu doce sorriso se transformou, inicialmente, em um olhar distante e dissonante com o mundo e em alguns instantes, esse olhar não conseguiu deter as lágrimas amargas e secas.
Ele nada podia fazer pra ajudá-la. Mas, ainda assim, fez...
Deitou a cabeça dela em seu peito, utilizou todo o veludo que revestia a pele de sua mão, de sua alma e de seu coração e, simplesmente, a acariciou, a acalmou e lhe disse algumas singelas palavras - que representavam tudo o que ela queria e precisava ouvir:
"- Eu cuido de você. (...) Não vou pra lugar nenhum se você não for comigo. (...) Apenas feche os olhos. (...) Respire. (...) Chore, se quiser. (...) Eu 'tou aqui. COM VOCÊ! (...)"
E, repentinamente, o rio de lágrimas transformou-se nas melhores lembranças que eles tinham e tudo pareceu tão pouco em vista da imensidão de seu amor que eles apenas...
se amaram.
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